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sex, 03/03/2017

Sobre as mudanças das delegacias em Guarulhos

A SSP repudia os graves erros cometidos na reportagem sobre a mudança de delegacias de polícia em Guarulhos, publicada nesta sexta-feira (3/3). Conforme informado em nota enviada na véspera, nenhuma unidade foi “parar no olho da rua”, despejada ou desalojada. A verdade omitida pelo jornal é que a sede da Delegacia Seccional e as delegacias especializadas foram transferidas para um novo prédio locado pelo Governo do Estado de SP, com melhores condições para o atendimento à população e para o trabalho da própria polícia. A mudança estava sendo planejada há dois anos, para atender um pedido da Polícia Civil, de agrupar a delegacia seccional e as unidades especializadas no mesmo local.

O imóvel tem 9 andares, instalações mais novas e é de fácil acesso, próximo da principal avenida da região central da cidade. Além da seccional e seus setores administrativos, funcionarão no prédio setores operacionais, como o de Homicídios, Núcleo de Investigação sobre Roubo, Furto, Apropriação Indébita e Receptação de Cargas, o GARRA e o Núcleo Corregedor de Polícia de Guarulhos. A Delegacia de Defesa da Mulher, a Delegacia de Investigações sobre Crimes contra o Meio Ambiente e a Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes – DISE também farão parte do novo endereço.

Já o 3º DP de Guarulhos, também citado na reportagem, tinha o aluguel pago pela Prefeitura. A antiga administração deixou de arcar com as obrigações e foi então planejada a mudança de endereço. A atual administração municipal, no entanto, deseja manter a unidade no mesmo prédio e negocia os valores com o proprietário.

A SSP lamenta que o jornal tenha publicado, sem a devida apuração, informações falsas, que tem por objetivo enganar os paulistas a respeito das verdadeiras condições de trabalho da Polícia Civil. Mesmo diante da maior crise da história do país, o Governo de SP contratou 3.688 policiais civis desde 2011. Estão em curso na Acadepol 442 novos profissionais, que serão distribuídos em breve para todo o Estado. Além disso, o secretário Mágino Alves Barbosa Filho informou que estão sendo realizados estudos junto à Secretaria de Planejamento para avaliar a evolução das receitas e assim definir o ritmo das contratações e a possibilidade de reajustes salariais. As polícias paulistas tiveram reajustes entre 44 e 72% nos últimos seis anos. Graças a esses investimentos e ao esforço dos integrantes da Polícia Civil, o trabalho vem sendo feito. Um exemplo disso é que 71.855 pessoas foram presas ou apreendidas por mandado no estado em 2016. E tudo isso em um momento em que, infelizmente, vemos Estados sem condições de arcar com os salários dos policiais, atrasando ou parcelando pagamentos.

São Paulo, 03 de março de 2017

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