Ir para conteúdo
dom, 21/05/2017

A verdade sobre o comparativo do R7

O comparativo sugerido pela reportagem  http://noticias.r7.com/sao-paulo/governo-de-sp-gasta-com-materiais-de-seguranca-tres-vezes-valor-de-educacao-e-cultura-juntos-21052017 é equivocado e induz os leitores a erro ao tentar comparar áreas que são absolutamente incomparáveis. Os dados apontados referem-se exclusivamente a despesas com materiais de uso das Secretarias, que incluem gastos como produtos de limpeza, combustível, equipamentos de informática, mas não os montantes totais aplicados em cada área

Fazendo a análise correta, verifica-se que no período sugerido pela reportagem o Governo do Estado de São Paulo destinou R$ 205 bilhões para a Educação e R$ 6,5 bilhões para a área cultural, entre 2010 e 2017 (neste último ano, considerando-se a previsão). Somados, esses gastos superam em aproximadamente 60% o investimento na Segurança Pública, que foi de R$ 132 bilhões no mesmo período.

Esses resultados permitiram que São Paulo fosse o primeiro estado a ocupar simultaneamente o topo do ranking nacional do Ideb em todos três ciclos avaliados, algo que nunca tinha acontecido desde em que o exame foi criado em 2007. O Estado aumentou em 45% o salário dos professores, ofertou 300 mil vagas de ensino integral e elevou em 72,3% o número de estudantes matriculados nas Fatecs.

Já na área da cultura, o Estado de São Paulo realiza o maior programa sociocultural do Brasil, o Projeto Guri, que dá aulas gratuitas de música a mais de 50 mil crianças. Além disso, mantém instituições culturais de qualidade reconhecida em todo o mundo, a exemplo da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, a Pinacoteca – eleita o melhor museu da América do Sul pelo TripAdvisor – o Museu do Futebol, entre outros

Com relação à Segurança Pública, São Paulo mantém um efetivo superior a 110 mil policiais. Os gastos com armamentos e materiais de segurança são compatíveis com as necessidades das corporações. No conjunto, valor alocado na pasta possibilitou a redução de 75,8% na taxa de homicídios desde 2001. O índice atingiu, em março, o patamar de 8,03 ocorrências por grupo de 100 mil habitantes, enquanto a média nacional é de 25,7.

← Voltar